idoneidade animal

por rogério



- uma investida sobre a apatez do carácter de um homem bom.

Nascido no dia do primaz celeste, aquando do ardente raiar da lua alta. Entre o medo não sentido e a fúria da tarefa na teimosia por cumprir. Ao mundo finalmente aceitam-se apostas, mancebos e amantes, a quem dele irá dispor. Do pó fez-se pó do pranto inicial fez-se um saudoso uivo – não tem mais medo não, é chegado aquele que estava para ser. Ao relâmpago do passado tirano apronta-se o foguear da cinza aquando na calmaria da raiva liberta no calhau sem temor agora espectro agora poeira aprendida a saber venerar.
Da carne fez-se carne, da podridão existencial fez-se luz, da luz augura a certeza da incerteza do sonho censurado, após o rasgo de ardor a entrada triunfal na cárcere consentida à cópula exorcizada e mais mal nenhum há-de vir – tem medo mais não, mais mal nenhum há-de vir. E é tentar conceber como qualquer bafo de civilização foi sequer possível com tamanha sedução ao seu dispor.
Longe da perseverança da vida domado dos sonhos de serão, morno no tempo de inverno e é tudo nimbe e é tudo frio e ousado e tudo selvagem no censo último suspirado ao desgosto do amargo que sabe vir. Gentil pastor cor de que à tanto te espero, para a tarefa que te deixei valorosa no aguardo supremo que teus olhos anis são ideais a cumprir.
Com as diocesanas compondo o proscénio, cerro ao fim do púlpito proferido em um acto consulado – ide canhões formais do berro aulido. de espectadores compõem agora a cena última nesta sem nada a que atender, pois que seu destino foi cumprido, pois que consumado o acto leito na noite terminu ele está aí – teme mais não, ele está aí.

Retrato à viagem do sonhador

por rogério

– (com uma voz rouca do cachimbo milenário, que lhe augura a liderança) MARUJOS!
– Sim, meu Capitão!
– Eu prevejo nos meus ossos que esta é a nossa última viagem, a derradeira aventura que nos levará à fonte do manancial.
- O clima está frio Capitão. É difícil de acreditar bom tempo nos dias de vizinhança.
– Marujos! Qual é o lema?
– Eu Sou! Meu Capitão.
– Eu Sou o quê?
– Eu Sou o último dos destemidos navegantes nas ondas do perigo, embriagado incurável de tesouros por conquistar.
– Nunca se esqueçam disso. - As naus por construir aguardam comandantes, as mulheres na costa raiam o vosso chegar.
– O vento vira de Sul, Capitão.
– É a providência a nortear as velas. Âncoras a bombordo, temos terra marujos!
– Onde? Não vejo nada. – Eu também não. – Meu capitão, ninguém vê terra!?
– Acreditem, sinto-lhe o sabor a entranhar-me os poros. Preparem-se marujos, hoje jantamos em terra firme.

(horas depois)
– Capitão! Ainda não se vê terra!
– Não é por não se ver, que ela não está lá.
– Sim, meu Capitão.

(meses depois)
– Caro Capitão, os homens começam a pensar que estamos perdidos.
– Só está perdido quem não tem um rumo a seguir.
– E qual é o nosso rumo Capitão?
– Será que não consegues ver homem? Tudo faz sentido. Andar à deriva é o desígnio a resignar-se à obstinação. Nós estamos onde temos de estar. O dia ainda não acabou.

sobre a verdade e o ego take 2 de 3

por rogério

definições: transparências al ego

sim porque, quando o ponto de partida é errado, a solução, por mais correcta que pareça, é indubitavelmente uma catarse esculápia.

Tu és a típica ovelha num rebanho de um. Sim, sim ouviste bem. Nunca te vejo a assumir um acto rebelde, nunca te vejo a navegar a deriva de ondas indomáveis, nunca te vejo a dizer “Eu”. É só “nós o rebanho” pra’qui “nós o rebanho” pra’li. O significado subordinado à vida do indivíduo, é só na medida em que se extasia do valor supremo, da capacidade em tornar uma mais valia o acto de existir.

Ego

Ego é diferente do Eu, sem se dissociar do ser que é. Isto, em caracteres suaves, vislumbra as fronteiras da Consciência.
Ser a soma total dos pensamentos, ideias, sentimentos, lembranças e percepções sensoriais, é tudo muito bonito, mas isto são definições de algibeira, para uma vez por outra, o eterno inculto saciar a sede.

O ego, por estranho que possa parecer, é a parte mais superficial do indivíduo, uma vez que obedece ao princípio da realidade. Representações mentais complexas de ideias abstractas como: ‘Centauro’ estão implícitas, e é um desperdício temporal estar a divagar sobre elas. Assim o conceito, a coisa, a ideia, traz subentendida, pela dependência de actividade mental, a presença de intencionalidade, e não a projecção da percepção inata.
Aquele famoso id, regido pelo inconsciente, e aquele malogrado superego, subjugado à moral, são tudo cisões absurdas do ponto a que se quer chegar. Por outro lado a tomada de consciência procedida dos impulsos que emanam do indivíduo, facultam a esta definição a exigência para a qual é direccionada: ‘o complexo do ego’. A percepção e a noção de existência, a eliminação da subjectividade para o acolhimento da certeza cienciente.

‘Subjectividade’ este deve ser o sinónimo que o comum mortal mais dá ao ego. Ser consciente não é exactamente a mesma coisa que perceber-se no mundo, mas ser no mundo, a etimologia do eu ao eu, na faculdade de primeiro momento.
A amplitude consciente do Ego não pode ser uma alteração induzida do estado da consciência, mas antes incorporar o acto inato do presente, irreflectido.

Tudo isto é demasiado complexo no limiar do confuso? Claro que é. E é por isso que te vou fazer um desenho:

(∑ inato do indivíduo * pelo 2 da √x) - Subjectividade = 1 (ser único)

Sendo que x, é ‘α’ e ‘Ω’.

A tua pergunta agora vai ser óbvia: “Então a subjectividade não é inerente ao ego?” Já respondi a isso, lê outra vez e não me faças perder tempo com perguntas obtusas.

Agora, o take 3, virá quando a providência assim me orientar.

e acabo com o ‘ego’centrismo do costume, que destrói tudo quanto ergui: escrito pel’a entidade divina rogeriana, no ócio do vigésimo sexto ano.

egocracia.narcisistó’imodesta

por rogério


Meu caro senhor Nuno que é Moreira e Araújo é tempo de elevar uma vez mais os parâmetros pelos quais este blog se rege, pois está aqui a faltar um trago de identidade poéticó.metafisicó.transcendente a.k.a ao largo do rebanho que flúi nas correntes da comundidade.

Cá ficam as bases para uma dissertação sobre os valores morais e patrióticos na instauração de um ideal governativo, longe dos pré-existentes e entranhados como o melhor a que se pode aspirar.
Não é uma egocracia.narcisistó’imodesta mas sim um estado puro de harmonia existencial do Eu com o Todo e do Todo com o Elemento Único.

. justiça (lei, moral, jurisdição,
. kracia (governo, regência, directriz,
. livre-alvedrio (a essência que é o ponto, escolha, causalidade, desígnio,
. inocência e humildade (inocuidade, abnegação, altruísmo,
. propósito (objectivo, potencialidade,


Com o intuito de manter a leveza pela qual este blog se orienta, isto é um resumo. A dissertação completa pode ser sorvida aqui: >>>

O retrato escondido

por Catarina

Porque hoje é o teu dia eu acedo finalmente ao pedido e volto a escrever. É um presente de palavras desembrulhadas com a leitura que fazes delas :)

O retrato escondido - Escrito por ..-.. Catarina val Mathias..-..

Na aurora do vigésimo sexto ano, do auto-denominado fruto do desígnio, venho em auxílio do seu carácter, para que a mancha toldada pelas palavras que me precedem acolham um raio de luz.

Poucos são os dias que tenho o prazer de poder manter a presença no espaço que ele investe de singular fascínio. Mas ao contrário do Nuno-Barão-Ferreiro de carícias afectuosas duvidosas, eu vislumbro antes uma aura de luar composta por Dvorák e com pinceladas dos últimos dias do querido Ludwig.

Os intuitos das analogias de tempos findos, são na procura mentalíssima do justificar uma existência, investida de momentos livres de estigmas sociais. Não é tão altivo nem tão selvagem ou pretensioso. Olhando-o com um pouco mais de atenção, ver-se-á, a ternura de um olhar que desviará logo que reconhecido, uma meiguice de alento se não estiver mais ninguém a observar a candura de que é capaz.

Toda a máscara lhe descai quando apaixonado. Não mais se amantiza a esses carbonários liberais, mantendo o negro faro alerta no meio do branquiçal diocesano, castrando sempre que necessário, as investidas pueris de velhos burgões moldes de um passado lógico num presente antiquado obtuso entorpecido da libertação da mente. E esse Dom que julgava ser rei é-lhe conferido a totalidade dos bens e confirmado ninharias para suplantar a derrota. Que se mantenha no exílio ou que venha servir as esquecidas hostes sulistas que lá ficaram a marinar o tédio de um ar veranil.

Não lhe vejo esse ar selectivo nas relações de carisma mais íntimo, se bem que se denota uma queda para o ar rebelde, para as deusas a meio caminho do ciúme desconfiadas arrebatadas e irracionais. Que imanam impaciência e uma sedutora mente, meio animal selvagem, meio expulsa do paraíso. Que transmitem em verbos expressões que poemas não conseguem definir através de palavras ou saltos de fé na plenitude do prazer-físico.

Não o vejo tão longe a conseguir os objectivos a que se prometeu. Mas compreendo a necessidade de o deixar ser livre. A mim ter-me-á até ao fim da lira poética, como sentimento, não obrigação ou entrave a todos os sonhos e anseios, que vai escrevendo e me deixa ler em pequenas doses, reservando sempre os seus segredos, numa característica sedutora e deliciosamente irritante.

a submissão à indolência

por rogério


AAAAAAAAAHHHHHHHH - que este descoco (audácia, desplante, descaro) tira-me do sério.

- Então, como anda a vida?
- Bem.
- Tens planos, já sabes o que vais fazer?
- Sim.
- “Bem” “Sim” - Deixo-te junto das ovelhas algum tempo e de imediato o teu vocabulário sofre a submissão à indolência. Tu és maior do que isto.
- Eis que escrevo sobre o aceder ao artista que existe no interior de cada um de nós.
- AAAAAAAAAHHHHHHHH, que essas frasezinhas tiradas da cloaca do cordeiro, deixam-me fora de mim.

- Faz parte das nossas vidas, do nosso colectivo, enquanto seres sociais, assumir as responsabilidades, que envolvem as nossas relações quotidianas.
- Foodaaaaassse! Eu também contraí o bicho da responsabilidade, mas equilibro esse evacuado, não deixo a pressão diária do ritualizado laborar, interferir com os rituais da latente libertação do ego-animal auuuuu! auauau auuuuuuuuu!

- Consigo sentir que o teu íntimo artífice se sente oprimido, tens de passar a operar de acordo com o teu preconsciente que anseia libertar-se.
- Chhiiiiiiiii, cum camandro, se isso dá no touro, despacha as leiteiras todas. Venderes-te não é realmente o teu forte, pois não?
- Eu não me estou a entregar, eu estou a ceder o meu trabalho.
- Huumm continua a tentar convencer-te do que melhor te faça dormir à noite.
- Ironizas este momento, e evitas ter uma conversa a sério. Eu sei que gostas de palavras, mas estás a ter um raciocínio ilógico ou a galhofar-me propositadamente.
- O quê, não posso fazer as duas coisas? Ao menos reparaste nisso. Outro qualquer nem se aperceberia que passei por ele de picareta e bigorna na mão. O teu desvio ainda é sanável.

- Eu sei que tu resides num universo moralista completamente distanciado das potencialidades de nós, seres tão reais.
- Qual é a palavra para esse discurso mesmo? MARICAS!
- Sim obrigado. Desculpa, nunca foi minha intenção investir-te de sentimentos que não conseguisses dominar.

- Eu não estou surpreso por tu teres escrito algo com venda. Porque se olhares para as prateleiras, observas memórias do passado, entidades que são, ao passar dos teus dedos pelas páginas investidas de tempo. E esse espectro sente-se muito distinto nesses instantes.
- Exacto. Ficaram com o nome na história, quanto mais se pode querer?
- Espera deixa-me acabar, que no final isto dá uma volta de clarividência. - O caminho para a grandeza da publicação está cheio de boas intenções, e é bom enquanto dura. Fruto de teres acreditado em ti próprio e afins. E eu até aceito, na medida em que não sejas devorado por psíquicos vampíricos, consumidores de mentes. Expostos juntos de todos os outros livrinhos medianos que só tem existência durante um ano ou até à cárcere última do compositor da melodia. - Não te deixo aqui com exemplos de obras a abarcar, não te forneço o mapa do trilho a seguir, não exponho que algo que nunca foi feito é que irá ser o que me vai apaziguar a fome. Porque de verdade só existe uma a saciar.. e enquanto não te aperceberes disso, vais continuar a fazer todo o sentido em discursos de afago com o ego. - Poderias aprender o que precisas, mas se vais à procura de alimentar a resolução onde cravaste o paladar, ficarás eternamente circunscrito ao limite da trela que no esticão último, castra a ilimitação do ego. - Claro que se estás na busca de facilidades acabas por as encontrar, e achas que é finalmente o rumo a tomar.

- Este livro demonstra exactamente como me sinto.
- E isso é o quê? Alienado, nauseado, verdadeiramente despossuído?
- Ó pá, não me chateies.
- Eu tenho de chatear, eu sou um homem numa missão. Em que tom de preto é que eu tenho de te explicar isto?
- Isto é tudo uma merda!
- Grandes mentes pensam igual. O denominador comum nisto é que podes rir ou chorar ou os dois, porque não existem humores que sejam demais.

- Façamos o que fizermos, não passaremos nunca de um mais tijolo na parede.
- E o refrão é o verso.
- O que é que isso quer dizer?
- Descobre, meu caro gafanhoto, e o meu trabalho será considerado findo. Eu só quero ver chegar o dia em que possa dizer: - “Encontrei alguém com capacidade no lobo frontal. Estou apaixonado.”


por rogério m. f. a.k.a. ego est quis ego sum em dias de dezembro do vigésimo quinto ano.

Imanência

por rogério

Antes de mais, vamos ver uma coisa, eu pensava que a bahía de los cochinos era para brotar diarreias mentais e produtos derivados. Que chochice é esta do “Notas sobre o sobrenatural, seguido de prelúdio ao transcendente”?!?!?! pensei mesmo em nem perder o meu tempo a comentar nada disto. A ideia é TRANSCENDER todo o que já foi escrito e não estar a alimentar oceanos de nulidade, e a ser mais uma ovelhinha. E quer-se textos pulhicas, giestadas de iluminação, torrenciais de loucuras metafísicas. E tu vens com, bla bla bla p’ra qui, bla bla bla p’ra li, já pareces um certo blog de um que eu não digo o nome que escreve só para fazer o favor ao cunhado e para e mulher o deixar em paz. E outra coisa, quantas vezes vou ter de dizer, que estás proibido de escrever mais do que uma página, em letra times 12 e espaçamento de 1,5? Estou a dois passos de te desancar à bigorna e te atestar um calhau bem colocado na fronha do renitente imutável.
Cá fica então, e uma vez mais, mais X linhas de imanência, para que vejas como se faz (e tem em atenção, que estou a parar a némesis por causa disto. Ui que estou danado):



Imanência

Antes de mais andas a perder tempo com algo que já está mais do que definido catalogado arquivado, se não já não se teria dito coisas assim:
Coisa 1 – Transcendência origina da raiz latina “ascender”. (sim também já devias saber isto, se tivesses feito o mínimo de estudo filológico antes da aventura que deveria ter sido e não o foi);
Coisa 2 - Um número transcedente (ou transcedental) é um número real ou complexo que não é raiz de nenhuma equação polinomial a coeficientes racionais. Um número real ou complexo é assim transcendente somente se ele não for algébrico. Pode-se dizer que a "maioria" dos números reais ou complexos é transcendente, uma vez que o conjunto dos números algébricos forma um conjunto enumerável. (Mas p’ra que r*** é que isto me interessa! Já parece que estou a escrever à Nuno Ai que medo só ao vislumbre da ideia..)
Coisa 3 - Num uso coloquial, "transcendência" significa "ir além", e "auto-transcender" significa ir além da forma a priori ou estado do si. Experiências místicas são um estado particular de auto-transcendência, na qual habita a sensação de um si separado
Coisa 4 - Transcendência/imanência, foi usado primeiramente para se referir a relação de Deus com o mundo e de particular importância na teologia. Neste caso transcendente significa que Deus está completamente além dos limites do mundo, em contraste com a noção de que o mundo é a manifestação de Deus
Coisa 5 - O conceito de realidade, exemplos básicos de transcendental estão presentes (insígnia) nas características, designadas transcendentais, de unidade. Na filosofia moderna, Kant na sua teoria do conhecimento conceituou a transcendental um novo significado. Preocupado com as possibilidades condicionais do próprio conhecimento. Para ele isto significa conhecimento sobre a nossa faculdade cognitiva com respeito de como os objectos são possíveis a priori. Algo é transcendental se isto tem um papel no modo como a mente "constitui" os objectos e faz possível a nós experimentá-los como objectos em primeiro lugar. Há uma profunda inter-conexão entre a estrutura dos objectos e a sua própria unidade. O que jaz além da nossa capacidade de conhecimento não pode ser legitimamente conhecido. A contra argumentação é que para estar desperto que a fronteira é a fronteira já nos mune de significação do que jaz além dela. "Transcendente" é aquilo que transcende a nossa própria consciência – o que são objectos mais que apenas fenómenos da consciência!
Coisa 6 - Transcendentalismo é o nome do grupo de novas ideias na literatura, religião, cultura e filosofia que prega a existência de um estado espiritual ideal que "transcende" do físico e o empírico somente perceptivo por meio de uma sábia consciência intuitiva. Cá ficam alguns traços do pensamento Transcendentalista, definidos em "The Transcendentalist", de Ralph Waldo Emerson:
1. Respeito pelas intuições
2. Evitar influências
3. Apreciação pela natureza, pelo seu simbolismo
4. Ter paixão pelo extraordinário
5. Felicidade, afeição, susceptível a ser amado
6. Exigência com a natureza
7. Unir beleza e poder
8. Idealismo
9. Admitir as limitações dos sentidos
10. Respeitar o governo só se este defende as leis de suas mentes
11. Rejeitar doutrinas espirituais
12. Morto ou paralisado em essência
13. Rejeita a rotina, pois não há muita virtude nela
14. Constantemente esperando ordens divinas
15. Amantes da sociedade
16. Desdém pela educação organizada

Coisa 7 - Metafísica (depois da/além da física) a saber, é o estudo do ser ou da realidade. O que é real? O que é natural? O que é sobrenatural? O ramo central da metafísica é a ontologia, que investiga em quais categorias as coisas estão no mundo e quais as relações dessas coisas entre si. A metafísica também tenta esclarecer as noções de como as pessoas entendem o mundo, incluindo a existência e a natureza do relacionamento entre objectos e suas propriedades, espaço, tempo, causalidade, e possibilidade. A metafísica é algo intocável, que só existe no mundo das ideias. Ética, política, etc., são assuntos que não tratam de seres físicos, mas de seres não-físicos existentes apesar da sua imaterialidade. Princípios de ontologia, gnosiologia e demais familiares são familiares do processo a ter em conta. Para o idealismo, o ente, i.é, o ente transcendental, compõe-se somente de ideias. Para o materialismo, somente matéria. Para o realismo, ideias e matéria. Para o racionalismo, é razão. Investigando o fundamento de todo o conhecimento, pois critica o conhecimento do ente transcendental, a Crítica é a base necessária de todo o saber científico e filosófico, inclusive da própria Ontologia.
Coisa 8 - Epistemologia ou teoria do conhecimento. Haverá realmente a distinção entre o mundo cognoscível e o mundo incognoscível? E finalmente, a questão sobre a origem do conhecimento: Por quais faculdades atingimos o conhecimento? Haverá conhecimento certo e seguro em alguma concepção à priori?

Coisa última - Imanência (de "existir ou permanecer no interior") é um conceito religioso e metafísico que defende a existência de um ser supremo e divino (ou força) dentro do mundo físico. Este conceito geralmente contrasta ou coexiste com a ideia de transcendência. Na Cristandade, o Deus transcendente, (que transcende (ultrapassa) as eras do mundo), santo e omnipotente, que não pode ser alcançado ou visto, por ser atingido pela primariedade imanente no Homem-Deus. Outro significado de imanência e algo que esta contido no interior, ou permanece dentro dos limites da pessoa, do mundo, ou do si, que permeia todas as coisas que existem.

o ser divino, a coisa, é um simples facto da própria existência como uma potencialidade. Refere-se a algo além do que a transcendência estabelece. Os limites da experiência do possível, desacontecem.

Eu Amanuel subscrevo.


Sim, sim eueqsou e tal 28º de setembro do oitavo ano do terceiro milénio, se queres mesmo fazer algo transcendente, embrenha-te numa epopeia que se banhe na imensidão do ainda desconhecido e deliciosamente sombrio, do género:

- Existem muitas opiniões, mas apenas uma verdade. Eu posso ter pensado momentaneamente sobre o quão difícil é para livrar-se do próprio ego, e que a existência sem a individualidade de consciência seria sem sentido, mas...

Algo há em Deus que desacontece

por rogério

“Algo há em Deus que desacontece.” por n. r. que é araújo - pulhica até ao fim

Ó Sr. n. r. que é araújo, vai-te lixar, que esta frase está muito boa. Tive de ir pesquisar ao google para ter a certeza que não estavas a copiar ninguém. O que falta mesmo é que expliques o que isto quer dizer. Claro que eu daqui a umas linhas vou fazer um comentário que vai deambular sobre o assunto, mas teria muita mais piada se tu fizesses um e ao mesmo tempo eu fizesse um e depois comparávamos as brilhantes deduções, alimentando o ego em exaltações transcendentes de urras e salvas de palmas em pé para mostrar a todos o elitista respeito que mascaramos demonstrar. Ó mãe agora é que foram elas, ai o que ele disse.
. Claro que desacontece, quer-se dizer nem chega a acontecer. Até sou mesmo herói para iniciar aqui uma nova novela Dan Browniana, e habilitar-me a ser conhecido por best seller e tornar-me mais uma ovelhinha, mas é por um bem maior, e deixo acontecer. Cá vai então:
(outra coisa, estou a escrever isto com o prego a fundo, nada dessas loucuras de liras poéticas e afins, é nu e cru como se estivesse a falar para mim à 20 anos atrás)
. Deus? Ó meus amigos! Deus não existe, espera lá segundo diz o outro: Deus está morto. Ò que desaconteceu de vez.
Não, não, nada disso, vamos levar as coisas mais a sério. Agora é que é a verdadeira novela:
. Deus é humano. Sim por isso é que o divino desacontece. Ora vejamos; andamos por aqui sem saber coisa nenhuma do porquê do existir, e decidimos criar Deus para explicar toda a ignorância que nos une. Mas se Ele é criado por nós, então é de origem humana, e limitado ao que exigimos que Ele justifique. Deixa de acontecer se nada mais quisermos dEle.
. E pum catrapum catrapum tás tás.. ai o que ele disse, ai o que ele disse, some-te coisa ruim, some-te belzebu, que cá de cima atiro-te um raio que te humilda em três actos que é uma beleza.
– E dizes que Eu não existo? Que tu é que Me crias-te? Tamanha ousadia, ausência total de fé, que chego mesmo a perguntar-Me se te devia ter dado vida para começar. Andais sempre a questionar-Me o porquê de ter criado o mundo que habitais da maneira como o fiz, que poderia muito bem ter eliminado o Mal da equação – ó vá lá! Eu dei-vos o livre-arbítrio, só tendes mesmo é de vos repreender a vós próprios pelo estado a que deixas-te a sociedade chegar.
– .
– Estás com medo? Pois deves temer o que o futuro te espera. E não venhas dizer que eu desaconteço, por ele não te ser venturoso. Andas a cavar o antro onde vais passar os teus dias. Sim Vou-te acolher aquando da redenção final, como a ovelhinha tresmalhada que embaraçada pede para entrar no curral, depois da hora que o pastor elegeu segura, longe do lobo que ronda na procura de companhia para passar a noite. Mas até lá, ai que dói ai que dói, mas são cabeçadas na parede, que tu próprio colocaste na frente do teu caminhar.

A vitória silenciosa da eterna revolução

por Catarina


A estupidez é uma qualidade atribuída para se referir ao uso inadequado do juízo, ou insensibilidade a “nuances” (uma subtil ou ligeira gradação de um significado ou sentimento) por uma pessoa que se julga inteligente.

Coloca-se, numa perspectiva moderna, a possibilidade de acções estúpidas, praticadas por indivíduos que são muito educados, serem fruto de uma educação anormal. Esta classe de estupidez parece ser explicada, em noções como o “pensamento de grupo”, uma base contemporânea, que ainda que longe de ser provada, parece cada vez mais um exercício empírico. Indivíduos inteligentes podem ter um comportamento estúpido quando o seu pensamento racional é descarrilado por opiniões fortes ou crenças rígidas. Neste caso a vítima cai na polarização da confirmação e começa a seleccionar dados: tornando-se intencionalmente cego e surdo à evidência contrária, enquanto ao mesmo tempo colecta as evidências que apoiem as suas opiniões e crenças. Uma discussão com uma pessoa estúpida, é infortuita, pois que ela reduz a disputa ao seu nível, e vence por experiência.
O sustento e proliferação da essência, está na estupidez colectiva, uma individualização nas multidões que leva a condutas não indicadas fora da situação social específica. Os comportamentos ocorrem porque os indivíduos se conformaram às normas sociais percebidas “que lhe caibam” ou projectam uma impressão de si como o “normal”.
O indivíduo estúpido pode ser treinado a não o parecer, e pode viver num sistema colectivo sem ser detectado, mas mina constantemente tudo do que faz parte.
A história da irritante fonte da estupidez, está intrínseca à desde sempre existência de mentes preguiçosas e musas pseudo-intelectuais, que governam pelo poder do rebanho. Infelizmente o Estúpido, é um membro de uma numerosa tribo, cuja influência nos negócios humanos sempre foi preponderante. A comunicação social promove uma estupidez cultivada, como uma postura, que não só é aceitável mas louvável. A sociedade moderna prospera, pelo facto de as pessoas aceitarem sem questionar, o que lhes é dito.

Agora, caro leitor, supõe que és um estúpido. E supõe que és um membro de um partido político sensacionalista. Mas eu repito-me.

E caso tenhas um problema existencial de duvidares se és estúpido ou não! Lembra-te que é melhor estar em silêncio, e ser pensado um idiota, do que falar e serem removidas todas as dúvidas. Com o mundo repleto de idiotas, ninguém se pensa um ou suspeita disso.

Quanto a mim!? Eu desisto da minha cruzada de livrar o mundo de estúpidos… a realidade caiu em mim e descobri que eles são, simplesmente demasiados. E uma só vida minha não chega para ver realizada a epopeica proeza. Tenho mesmo a certeza, que os próprios deuses imortais, combatem a estupidez em vão, e ressentem-se do dia, aquando da criação, em que não limitaram a estupidez humana.
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Este é um resumo do Diálogo de um devaneio imortal ao antro da estupidez humana. O artigo completo pode ser lido aqui >>>